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12 de julho de 2024

Um conto sobre a coragem

Era uma vez, em uma pacata cidade, uma família peculiar conhecida por suas aventuras extravagantes: os Audaz. 

O patriarca, Sr. Fernando, era um homem de estatura mediana, mas com uma coragem descomunal, que sempre o levava a enfrentar desafios absurdos. 

Sua esposa, Sra. Laura, era a voz da razão, mas compartilhava do espírito aventureiro do marido. 

E então havia os gêmeos, Pedro e Patrícia, que herdaram a coragem dos pais, mas ainda precisavam aprender a usá-la com sabedoria.

Certa manhã, enquanto tomavam café, o Sr. Fernando anunciou: "Hoje, vamos enfrentar o maior medo da nossa vida: o monstro do lago Bravura!" 

Os olhos dos gêmeos brilharam de excitação, mas a Sra. Laura apenas revirou os olhos, sabendo que o "monstro" era provavelmente um peixe grande ou alguns patos do lago.

Equipados com suas mochilas, redes e  equipamentos de caça para enfrentarem o monstro, a família marchou até o lago. Os cidadãos os observavam, divertidos e incrédulos. 

Ao chegarem à beira do lago, o Sr. Fernando, cheio de audácia, deu um discurso inflamado sobre a coragem de enfrentar seus medos. 

No entanto, antes que ele pudesse terminar, um barulho estrondoso veio do lago.

Era o "monstro", que nada mais era do que um pedaço de tronco que se desgarrou da árvore e caiu no lago.

Os gêmeos caíram na gargalhada, e até o Sr. Fernando não pôde deixar de rir da situação. 

Foi então que a Sra. Laura aproveitou a oportunidade para ensinar uma lição importante: "A verdadeira coragem não está em enfrentar monstros imaginários, mas em encarar os desafios reais da vida com coragem e determinação."

Naquele dia, a família toda aprendeu que a coragem não é medida pelo tamanho dos monstros que enfrentamos ou imaginamos, mas pela capacidade de enfrentarmos nossos medos e limitações com humor e resiliência. 

E, embora nunca tenham encontrado um monstro de verdade, essa história segue lembrando a todos que a coragem vem em muitas formas, inclusive na capacidade de rir de si mesmo.

Por isso, vá pra vida com coragem! 

Ria de si mesmo, de seus erros, comece de novo!

Os “monstros” que você carrega na sua mente só são “monstruosos” enquanto você permite que sejam, quando você não se abre para olhá-los nos olhos e perceber que não apresentam perigo algum… 

5 de julho de 2024

Master 80 x Master Z

Amanhã, eu e meu namorado vamos visitar o meu sogro no interior.

E, como normalmente acontece quando estamos no ranchinho dele, ficamos papeando horas e horas à beira da piscina, tomando cerveja com limão-cravo e sal e ouvindo playlists selecionadas só com música boa.

No entanto, de uns tempos para cá, uma nova tradição foi incorporada à nossa rotina todas as vezes em que vamos para lá, e que consiste no seguinte: papo vai, papo vem, atualizamos as novidades e, quando dá aquela esfriada no papo, alguém joga uma pimenta no dia e lança a pergunta: "Vamos jogar um Masterzinho?"

Para quem não sabe, Master é um jogo de perguntas e respostas lançado pela Grow em 1983, que testa os conhecimentos gerais dos jogadores através de perguntas em 9 categorias variadas (Geografia, História Natural, Variedades, Artes, Cotidiano, Ciências, Entretenimento, Esporte e História), desafiando a inteligência, a memória e a bagagem cultural de cada participante, uma vez que você precisará acertar ao menos uma pergunta de cada categoria para vencer o jogo.

E por que "pimenta no dia" quando alguém lança a pergunta "Vamos jogar um Masterzinho?"

Simplesmente porque, toda vez que jogamos, vira uma bagunça generalizada!

É um falatório e um debate a cada pergunta que é feita, o que sempre rende várias histórias emendadas em outro assunto relacionado à pergunta do jogo, fazendo o papo que havia esfriado ficar "quente" igual fofoca nova, e voltar a mil no decorrer da tarde.

E o jogo em si, que em tese demoraria uma hora e meia para terminar, se estende muitas vezes até a madrugada, numa disputa acirradíssima e sempre muito divertida.

Mas, voltando ao jogo, a galerinha jovem deve estar se perguntando: "De onde você tirou que existem 9 assuntos no Master? Comprei esses dias na Amazon e o jogo tem 6 assuntos!"

Ah, rapaziada... Eu também comprei esse Master lançado há pouco tempo que tem 6 assuntos (Artes, Ciência e Tecnologia, Entretenimento, Esportes, Geografia e História), e foi uma bela decepção.

Foi extremamente frustrante porque simplesmente ele foi adaptado para a Geração Z que, se não tem as coisas de mão beijada, perde o interesse em um instante, é viciada na satisfação imediata e descartável das redes sociais, o que é totalmente prejudicial à cognição, e pouco sabe lidar com o mundo real sem se fazer de vítima o tempo todo, sendo inclusive a primeira geração da história mais limitada intelectualmente do que a geração anterior.

Assim, o novo Master foi montado com perguntas extremamente bobas, fúteis e com pouca variedade de temas (no assunto Entretenimento, por exemplo, só se fala de games e animes, com raríssimas perguntas sobre livros, filmes, música, novelas e etc.), o que o torna extremamente chato e repetitivo. 

E, como se não bastasse tudo isso, praticamente todas as perguntas bobas e fúteis têm duas ou três alternativas.

Ou seja, além de ser um "conhecimento" completamente descartável, focado em modismos e que amanhã já não terá utilidade alguma, se você não souber a resposta, ainda pode "chutar" uma das alternativas e acertar (afinal, os jovens modernos não podem se frustrar).

Enfim, nada comparável ao Master lançado nos anos 80, que achamos num anúncio do Mercado Livre e fizemos questão de comprar depois da experiência decepcionante que tivemos com esse novo Master, a fim de fazermos a comparação de como o jogo era percebido por nós quando éramos crianças (um jogo desafiador e com perguntas superdifíceis e de conhecimento bastante amplo, em todas as categorias) com o que aprendemos de lá até a vida adulta atual.

E, por incrível que pareça, o negócio continua sendo extremamente interessante e desafiador, mais de 40 anos depois!

Mesmo com as experiências e o conhecimento acumulado por nós desde a infância nos anos 80 até hoje, ele continua sendo o jogo de perguntas e respostas mais diversificado e bem elaborado que eu já vi, além de ser divertido demais.

O curioso é que, com o repertório de conhecimento que você adquire com a idade versus a memória que já não está lá essas coisas, os assuntos que antes eram "fáceis" agora ficaram mais difíceis, e os assuntos que eram "difíceis" agora ficaram mais fáceis.

Por exemplo, os assuntos como Cotidiano e Entretenimento, que à época eram os mais "fáceis" para as crianças, pois abordavam coisas do dia a dia e da indústria do entretenimento que estavam na moda nos anos 80 (coisa que no Master atual acontece em absolutamente todos os assuntos do jogo), hoje ficaram mais difíceis, pois você vai ter que puxar a capivara lá da memória para lembrar, por exemplo, qual era o nome do protagonista da novela escrita por Janete Clair que passava todo dia na TV à época.

Já os assuntos como Variedades (que aborda temas como religiões, mitologia, astrologia) ou Ciências (que aborda temas como genética, química e física), que eram extremamente difíceis para nós nos anos 80, ficaram muito mais fáceis com a idade, tendo em vista tudo o que fomos estudando e conhecendo ao longo dos anos.

Mas há exceções: História e Artes, os dificílimos na infância, continuam sendo! E não só para mim, mas para praticamente todo mundo que entra no jogo.

Quem sorteia um dos dois assuntos no início do jogo (exceto meu namorado nas Artes, pois é a profissão dele e ele manda muito bem), já fica meio abalado, pois provavelmente vai ficar empacado na mesma casinha por várias rodadas...

Coisa que, infelizmente, os jovenzinhos dessa geração não estão acostumados a enfrentar, e nem terão paciência para continuar jogando numa situação desta. 

Afinal, a educação moderna baseada no "deixa ele(a) fazer o que quer, dá o que ele(a) quer, não fala "não" para ele(a), não dá responsabilidade para ele(a), não desafia ele(a), pois não podemos frustrar o(a) menino(a)" criou uma geração que não consegue se concentrar em nada e que perde o interesse em qualquer coisa que exija um pouco mais de esforço próprio, pois não foram preparados para isto. (Ai, que tristeza, que preguiça, que decepção esses pais modernos!)

De qualquer forma, seria muito bom que estivessem preparados, ou que ao menos se interessassem em se preparar nesse sentido. Assim, quando chegassem à idade adulta, não se tornariam as pessoas limitadas e inúteis que muitos estão se tornando (geração nem-nem).

Mesmo porque eu torço muito para que essa mentalidade geral, de que a vida deve ser um mar de rosas e que enfrentar dificuldades ou frustrações no meio do caminho é algo negativo, mude algum dia.

Afinal de contas, para ser um MASTER de verdade na vida, você vai ter que bater muita cabeça, estudar, se esforçar, tomar muitos "nãos" e, mesmo assim, continuar trabalhando duro, pois só superando as muitas dificuldades da vida adulta conseguirá obter sucesso.

E, caso isso não mude, infelizmente não há muito o que fazer: os jovens "esperança do futuro" se tornarão adultos limitados, infantilizados, chatos e desinteressantes, tal qual o jogo Master da Geração Z...

3 de julho de 2024

A armadilha da "opinião própria"

"Essa é a minha opinião, é isso que importa."

 "Ninguém está certo nem errado, só temos opiniões diferentes."

Já repararam que somente pessoas que não se abrem a novas perspectivas e possuem pouca inteligência emocional e autoconhecimento usam esse argumento no exato momento em que lhes faltam argumentos racionais para continuar defendendo a "opinião própria"?

Somente quem escolhe ignorar o conhecimento e suas próprias limitações não percebe a diferença entre a "opinião própria" e a opinião baseada em conhecimento.

Uma opinião baseada em conhecimento não se define por "gosto particular", "necessidade de reafirmação" ou "aceitação", mas pela realidade, pela curiosidade em aprender, pelas experiências próprias e dos outros, pela História, pela Ciência e pela análise conjunta de inúmeros fatores para se solidificar.

Não se forma da noite para o dia, e muitas vezes contradiz o que a pessoa costumava acreditar em outra época da vida.

Na realidade, não pode nem ser chamada de "opinião" se for analisada a fundo: é uma PERCEPÇÃO, que percorreu um longo caminho até se consolidar, normalmente passou por alguma resistência pessoal para ser aceita e só a partir daí passou a fazer parte do repertório de conhecimento e sabedoria adquiridos por aquele indivíduo.

Uma percepção normalmente é muito consistente, dificilmente muda da noite para o dia e somente se modifica quando uma nova experiência pessoal ou um novo conhecimento adquirido provam o contrário.

O que é absolutamente diferente de uma "opinião pessoal" (o próprio nome diz, "pessoal"), que frequentemente acaba sendo uma opinião "que vive mudando de opinião", não possui bases sólidas na racionalidade e se origina exclusivamente das emoções do indivíduo, desconsiderando qualquer aspecto da vida real que não esteja centrado em si mesmo.

É realmente uma armadilha, na qual a pessoa se prende por vontade própria para não contrariar suas próprias emoções, e que a mantém alheia à realidade, às experiências de vida das demais pessoas, a todo o conhecimento que existe no planeta e à própria história da humanidade.

Além disso, se observarmos mais a fundo, a "opinião pessoal" de um indivíduo normalmente nem tem origem pessoal: na maioria absoluta dos casos, sempre tem uma origem externa, alheia à própria pessoa.

Pode ser influenciada pelo grupinho que falou que era legal ter tal opinião, pela modinha do momento que ditou aquela opinião, pelos familiares que compartilham da mesma opinião, por alguém poderoso que manipulou aquela opinião, pela imitação da opinião do "ídolo" que o indivíduo colocou num patamar acima da humanidade, enfim, por diversas razões.

Mas, em nenhum desses casos realmente houve algum senso crítico e curiosidade para buscar um conhecimento diferente ou mais profundamente verdadeiro sobre a origem de tal opinião e, quem sabe, contestá-la.

"De onde veio esta opinião, e com base em quê eu estou defendendo isto?" são as perguntas essenciais que quase ninguém faz a si mesmo.

E simplesmente não o fazem por um motivo simples: é difícil encarar a si mesmo profundamente em sua própria individualidade, cheia de fraquezas e de fantasmas, cair e levantar desta luta interior para enfim formar uma percepção própria das coisas, ainda que falha.

É dolorido fazer isso.

É solitário fazer isso.

Exige coragem.

Exige maturidade.

Exige racionalidade.

Já emitir uma opinião pessoal é muito fácil, pois se baseia num só princípio: ignorar todos os fatos, todo o conhecimento existente e todas as evidências contrárias com o objetivo de manter intacto o autocentrismo e a "opinião própria", que na realidade nem é tão própria assim, como já exemplificado anteriormente: as "opiniões pessoais" massificadas são o que há de mais comum no mundo moderno.

Vide os estilos musicais que estão na moda, as roupas e acessórios do momento, os assuntos da moda, os "influencers" da moda, os que tentam a todo custo chamar a atenção por comportamentos bizarros e de autodestruição, os que se vitimizam, os que tentam ser "diferentões" pregando o "estilo próprio" num esforço gigantesco para não serem considerados uma "pessoa comum", mas que se comportam exatamente da mesma forma que o grupo em que estão inseridos.

Todas as pessoas que fazem o que os outros estão fazendo, falam o que os outros estão falando, se vestem como os outros estão se vestindo e se comportam como os outros estão se comportando sem realizar questionamentos internos a respeito das opiniões e comportamentos da "tribo" normalmente possuem um repertório de autoconhecimento bastante limitado, e muito pouca percepção a respeito das coisas.

E, não obstante, cada um dos milhões cuja "opinião própria" é uma mera réplica da opinião do grupo acredita piamente que está pensando por si próprio e emitindo "opiniões próprias".

E por que só pessoas de autoconhecimento limitado vivem tão arraigadas em sua "opinião própria", e dando opinião nas redes sociais o dia todo, criticando tudo e todos em relação aos mais diversos assuntos?

Enxergo duas hipóteses:

  1. Para não ficarem de fora do que está acontecendo, e por não saberem absolutamente nada sobre o assunto em pauta, desvirtuam a situação para o viés da "opinião própria" por absoluta falta de repertório e pela incapacidade de elaborarem uma argumentação estruturada em relação ao que está sendo falado ou mostrado. Nesse caso, a "opinião própria" normalmente se apresenta na forma de xingamentos e críticas ao que os outros estão fazendo, os chamados "haters";

  2. Por acreditarem que sabem muito mais do que realmente sabem sobre o assunto em pauta, a arrogância e o egocentrismo exacerbados não permitem que admitam (ou percebam) que sua "opinião" é bastante rasa quando analisada de forma realista por alguém que realmente conhece o assunto. Nesse caso, a "opinião própria" normalmente se apresenta de maneira extremamente pueril e bastante desconexa, e a pessoa que a expressa é incapaz de fazer uma conexão de ideias claras em sua argumentação para defendê-la de forma coerente.

Obviamente, a opinião das pessoas é livre e a liberdade de opinião deve ser sempre defendida, independentemente de qual seja ela.

Mas nem por isso devemos cultuar a ignorância, a ofensa gratuita, a soberba e a incapacidade de raciocínio através do endeusamento de "opiniões" que se mostrem vazias.

Tal comportamento é extremamente prejudicial e perigoso quando analisado pela perspectiva do crescimento pessoal, da evolução intelectual e da disseminação do conhecimento humano, construído ao longo de tantos séculos.

Por isso, se você baseia a sua opinião ignorando o que a ciência ou a história já comprovaram, e ainda assim prefere defender a sua "opinião própria" porque acredita ser mais sábio do que as evidências comprovadas pelo conhecimento combinado de filósofos, economistas, administradores, cientistas e estudiosos em geral, fique à vontade.

Mas saiba que defender com unhas e dentes a "sua opinião" apenas demonstrará aos seus interlocutores a sua imaturidade e sua falta de capacidade para analisar a vida e a realidade de uma forma que ultrapasse o seu próprio umbigo.

Caso você seja um desses, e não esteja aberto em hipótese alguma a estudar um pouco para conseguir abrir mão de suas "opiniões pessoais" para se esquivar de novos conhecimentos, fica o conselho: ao invés de sair pregando "achismos" aos quatro ventos com sua "opinião própria", ao menos compreenda que estará limitando o seu próprio desenvolvimento pessoal.

E como última dica, busque se preservar, ouça mais e fale menos e guarde sua opinião sem fundamento para você mesmo quando achar que deve dispará-la como ofensas gratuitas por aí.

E se for isso mesmo que deseja para sua vida, seja feliz com sua "opinião própria", que provavelmente não te levará a lugar algum.

"Tal qual urubus e águias, assim são a ignorância e a sabedoria. A ignorância vive em bandos. A jornada da sabedoria é solitária. E enquanto uma se alimenta de restos do chão, a outra te faz voar alto e enxergar longe..." (Milene Reis)

7 de setembro de 2023

O pior inimigo da mulher

Estava aqui pensando: qual e o pior inimigo da mulher?


Muita gente com certeza vai dizer que e o "Francisco", o visitante mensal que deixa a gente de mau humor, irritada, chorona e toda perturbada fisica e mentalmente.

Outros dirao que e o depilador, uma tortura rotineira para nos livrarmos dos pelos indesejaveis pelo corpo. As gordurinhas extras com certeza aparecerao na lista. Ou entao o tempo, que vai passando e te envelhecendo. Enfim, existem varios inimigos na vida de uma mulher.

Mas cheguei a conclusao de que nao existe nenhum que se compare a esse inimigo, que na verdade e uma inimiga, e das mais implacaveis: a chuva!

Voce tem um evento importante para ir, seja um casamento, um jantar romantico com um lindo ou uma festa que promete ser a festa do ano. E comeca o ritual preparatorio para a ocasiao.

Voce entra no banho. Nesse estagio ja da pra se esquivar do inimigo depilador, com uma bela gilete que tambem faz a funcao sem dor alguma. Foi facil. Vamos em frente...

Voce vai gastar pelo menos uma hora e meia para lavar, secar, fazer escova e uma chapinha na juba para domar a cabeleira.

Em seguida, mais uma meia hora para fazer aquela maquiagem produzida: base, corretivo, sombra, po, blush, rimel, lapis, batom, gloss. Nesse estagio e possivel driblar o inimigo tempo tambem, mesmo para as mulheres bem maduras. Afinal, se ate a Hebe Camargo fica com uma aparencia jovem usando uma boa maquiagem, ela da um adianto facil em qualquer uma com menos de 100 anos. Inimigo abatido.

Mais meia hora no minimo para escolher a melhor roupa, combinar tudo, arrumar e passar. Outro estagio em que voce pode facilmente enganar as inimigas gordurinhas. Escolhendo uma roupa elegante e apropriada ao seu tipo fisico, voce consegue valorizar o seu melhor. Ate as mais gordinhas, se tiverem nocao de estilo, podem se transformar nas "gordelicias", como dizem os meninos. Outro inimigo que morreu na praia.

Outra meia hora para escolher um sapato lindo que combine com a roupa.

Depois e so passar um perfume especial e pronto. Em tres horas voce consegue ficar parecendo uma princesa.

Mas ai vem ela, a grande e poderosa inimiga! E voce nao tem como fugir se ja estiver na rua, ela vai te alcancar e acabar com voce!

Guarda-chuva nao adianta nada, so colabora com o ataque dela. Uma invencao inconveniente, desajeitada, fura-olho-de-pedestre e ainda por cima totalmente inutil nessa situacao. A unica coisa que resolveria seria uma redoma de vidro flutuante, mas la existe uma redoma-guarda-chuva? (Acho que vou inventar e ficar rica!)

Enfim, ela tem o poder de destruir tudo o que voce levou tres horas pra arrumar em questao de segundos, aniquilando todos os seus encantos, avassaladora como a chegada da meia-noite para a Cinderella: transforma imediatamente a princesa numa mulamba. E nenhuma de nos tem fada madrinha para consertar o estrago num passe de magica.

Os cabelos lisos, brilhantes e cheios de movimento estilo Gisele Bundchen transformam-se imediatamente num ninho de mafagafo todo destrambelhado. 

A maquiagem, criada pra parecer uma obra renascentista de Leonardo da Vinci, de um minuto pro outro vira uma obra impressionista de Monet: os tracos e as linhas tao precisos e cuidadosamente desenhados transformam-se num borrao sem definicao, onde so se entende alguma coisa quando olhado mais de longe (e, nesse caso, nem de longe, afinal nao era nem um Leonardo da Vinci e nem um Monet. Era a sua maquiagem que agora foi pro saco...)

A roupa que levou um tempao para ser escolhida e passada vira um adesivo auto-colante no seu corpo, principalmente se a peca escolhida foi uma saia ou um vestido. Voce nao esta mais vestida, esta literalmente "embrulhada" na roupa que mal deixa voce andar grudando em tudo que e parte, evidenciando todas as gordurinhas indesejaveis e todos os defeitos do seu corpo.

O sapato, coitado, continua combinando com a roupa: virou uma porcaria igual. Ta mais pra uma salmoura do que pra um sapato, uma bacia cheia de agua com o seu pe dentro. Com muita sorte sobrevivera a esse ataque da inimiga. Pior ainda e que toda essa agua cheia de sujeira que encharcou o coitado ainda continuara sendo respingada nas suas pernas a cada passo que voce der dali por diante, colaborando ainda mais pra incrementar o visual mendigo.

O perfume frances importado muda de essencia num piscar de olhos: as notas de almíscar branco, tangerina, jasmim de quatro pétalas da Indonésia, lírio-do-vale, ambar e cereja em um segundo escorrem pelo ralo e viram cheiro de cachorro molhado.

Pra completar o estrago, voce com certeza vai ficar mais feia ainda por causa da cara de mau humor apos o ataque da inimiga. Isso se voce nao chorar e ficar toda vermelha de odio (um efeito bem parecido com aquele que o "Francisco" causa, porem sem tanta culpa no cartorio).

Bem, acho que nao preciso mais argumentar sobre a grande inimiga. Ela e realmente cruel! Depois desse ataque voce quer mais e voltar pra casa, colocar o pijama de ursinho e que se danem o casamento, o lindo no restaurante ou a festa. Sentimento de derrota total. A inimiga te venceu mais uma vez.

E o Gene Kelly que me desculpe, mas so mesmo sendo homem para sair cantando numa situacao dessas...

28 de julho de 2023

O machismo

Frases retiradas de revistas femininas das décadas de 50 e 60:

- Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto, sem questioná-lo (Revista Claudia, 1962)

- A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa (Jornal das Moças, 1965)

- A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, servindo-lhe uma cerveja bem gelada. Nada de incomodá-lo com serviços ou notícias domésticas (Jornal das Moças, 1959)

- Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de cair cinza no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda a casa (Jornal das Moças, 1957)

- Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas (Jornal das Moças, 1957)

- O noivado longo é um perigo, mas nunca sugira o matrimônio. ELE é quem decide, sempre! (Revista Querida, 1953)

- Sempre que o homem sair com os amigos e voltar tarde da noite espere-o linda, cheirosa e dócil (Jornal das Moças, 1958)

- É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido (Jornal das Moças, 1958)

- O lugar de mulher é no lar (Revista Querida, 1955).

Apesar de tudo isso ter sido escrito há quase meio século, a gente percebe que pouca coisa mudou nesse sentido. Ou então as maiores personalidades femininas do mundo atual (ou mesmo as mulheres comuns que lutam pelo que querem, têm idéias próprias e não se submetem a qualquer coisa) não teriam tanta dificuldade em encontrar um parceiro...

Filme do dia: Mulheres Perfeitas (com Nicole Kidman, Matthew Broderick, Bette Midler e Glenn Close)

23 de julho de 2023

O feminismo

Acabei de falar mal do machismo. Mas pra que ninguém fique pensando que eu sou uma feminista revoltada, hoje vou falar sobre o feminismo.

Sempre pensei a respeito desse movimento: o que ele teria feito pelo bem das mulheres?

Pois cheguei à conclusão de que o movimento feminista, do modo como foi proposto, acabou prejudicando mais do que ajudando a mulher moderna. Vou explicar o meu ponto de vista.

Antigamente a mulher tinha que ser submissa ao homem, não podia trabalhar fora e tinha a única função de cuidar do marido, da casa e dos filhos, a criação dela era direcionada para satisfazer as necessidades do homem, não podia ter vontade própria, não podia estudar, e por aí vai.

Certas coisas nesse sentido realmente são inadmissíveis: porque a mulher seria um ser inferior ao homem, por ter menos força física? No tempo das cavernas isso até poderia valer como uma verdade, pois o mais fraco fisicamente era realmente menos privilegiado na vida selvagem. Mas com a evolução do homem, esse parâmetro perdeu totalmente a validade.

Não estamos mais na idade da pedra onde a sobrevivência depende da luta corporal e apenas o mais forte sobrevive porque consegue matar o inimigo junto com o bisão e assim garantir a comida. Não precisamos mais "brigar fisicamente" para conseguirmos o nosso sustento e garantirmos nossa sobrevivência. E além disso, com os equipamentos existentes na época atual, se o fracote tem uma arma de fogo o fortão perde pra ele, não é mesmo?

A verdade é que, na minha opinião, o feminismo pecou pelo exagero e acabou errando.
Reivindicar os direitos e o respeito à mulher foi o ponto positivo mais do que justo e necessário, e isso já devia ter sido percebido pelo ser humano moderno há muito mais tempo, aliás.
Mas sinceramente acredito que, independentemente do feminismo, isso acabaria acontecendo naturalmente.
O que eu acho é que o movimento feminista falhou num ponto crucial: se rebelar porque queria que a mulher fosse IGUAL ao homem. Aí estragou tudo!

Porque isso é fato: homens e mulheres são diferentes, aceitem ou não os machistas, as feministas, ou qualquer pessoa. Pensam diferente, agem diferente, enxergam diferente, têm habilidades diferentes, isso tá mais do que comprovado. E isso se deve às diferentes funções exercidas por cada sexo na evolução da espécie, o que acabou desenvolvendo habilidades diferentes em cada um.

Em geral, o homem tem um senso de direção e noção espacial melhor que a mulher SIM, a mulher consegue prestar atenção em várias coisas ao mesmo tempo SIM, o homem tem mais objetividade racional que a mulher pra resolver problemas SIM, a mulher é mais emocional e amorosa que o homem SIM, e por aí vai... O que absolutamente não quer dizer que um é superior e o outro inferior, um é mais inteligente e o outro mais burro, um é melhor e o outro pior, nada disso! São apenas DIFERENTES!

Aí, com essa tentativa de igualar os sexos, o que acabou acontecendo foi o seguinte: a mulher moderna passou a exercer o papel feminino e masculino ao mesmo tempo e o homem ficou totalmente perdido sem saber qual seria o seu papel nessa mudança e deu uma acomodada em suas funções masculinas por conta disso.

Resultado: super mulheres que fazem "tudo ao mesmo tempo agora", ultra estressadas, pouco femininas, agressivas, que partem pro ataque e estão sempre se frustrando. E por outro lado homens inseguros, sem saber direito como agir, acuados, esperando o assédio feminino, e que continuam subvalorizando a mulher (exatamente o que o feminismo abominava, como afirmei no post sobre o machismo: pouca coisa mudou nesse sentido nos dias de hoje). Tudo errado.

Pra coisa dar certo, na minha humilde opinião, deveria funcionar assim: profissionalmente, que a mulher pudesse optar por ser a dona de casa ou a mega empresária e independentemente disso ela fosse respeitada, valorizada e vista como um ser tão capaz e inteligente quanto o homem que cuida dos filhos em casa ou dirige uma multinacional, e vice-versa.

Além disso, que houvesse o equilíbrio passado-presente na relação homem-mulher: que o homem continuasse com a função do "macho" na arte da conquista (sem o puritanismo do passado, nem a libertinagem do presente), que as mulheres continuassem femininas (sem a submissão do passado, nem a vulgaridade do presente), e que ambos se respeitassem e entendessem suas diferenças.

Esse meu ideal é utópico, eu sei, e infelizmente muitas vezes temos que nos adaptar à realidade dos dias de hoje mesmo contra nossa vontade para conseguirmos alguma coisa sem sermos devoradas pela "concorrência" atacando sem dó nem piedade.

Mas honestamente, no sentido romântico da coisa, estou certa de que nesse ponto eu me adaptaria muitíssimo melhor ao jeito que as coisas eram lá pelos anos 50.

Porque é uma coisa muito mais natural da minha personalidade conceder a honra da dança ao pretendente com o qual estou flertando do que ligar para o cara que estou a fim e chamá-lo para ir na balada comigo...

4 de outubro de 2022

Para refletir

"O seu poder de atuação no mundo é muito pequeno. 
Você não pode ensinar uma pessoa, a não ser que ela queira aprender. 
E você não pode mudar o outro. 
O máximo que você pode fazer é ajudá-lo a mudar algo que ele deseja mudar em si mesmo" 

(Olavo de Carvalho) 

27 de setembro de 2022

Que tempo e esse?

Estava fuçando na minha caixa de e-mails e achei esse poema que escrevi ha mais de um ano, num dos muitos momentos filosoficos da minha existencia.

Espero que curtam, e mais ainda, espero que se identifiquem!

Que tempo é esse
Em que a quantidade é melhor que a qualidade
Em que a uniformidade vale mais que a originalidade
Em que a futilidade é mais nobre que a intelectualidade
E a falsidade tem mais força que a verdade?

Que tempo é esse
Onde o sexo é mais importante que o amor
Onde o carinho é sinônimo de carência
Onde o interesse pelo próximo é desespero
E demonstrar afeto é sinal de fraqueza?

Que tempo é esse
Em que a baixaria supera a poesia
Em que o barulho é música
Em que a vulgaridade é arte
E o lixo é cultura?

Que tempo é esse
Onde sinceridade significa ingenuidade
Onde a aparência vale mais do que o caráter
Onde ter importa mais do que ser
E a ignorância tornou-se uma virtude?

Que tempo é esse
Em que ser honesto é ser bobo
Ser autêntico é ser ridículo
Ser sentimental é ser inseguro
E ser inteligente é ser chato?

Que tempo é esse
Onde o mais forte é aquele que mais máscaras consegue usar
Onde o mais inteligente é aquele que mais consegue ludibriar
Onde o mais belo é aquele que melhor sabe maquiar
Onde o mais recompensado é o que melhor sabe usurpar?

Que tempo é esse
Onde todos ao meu redor perderam a razão
E essa insanidade, por ser algo tão comum
Faz-me achar que eu é que estou louca
Por pensar diferente desses tais “normais”?

Esse é o tempo em que vivo.
E que na certeza de minha total e absoluta sanidade,
Definitivamente, não me encaixo...

10 de outubro de 2013

O "Mínimo" e eu

Falei pra vocês no meu post anterior sobre o livro "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota", de Olavo de Carvalho, organizado por Felipe Moura Brasil.

Mas como a minha relação com esse livro está mais parecendo uma história de amor, resolvi contar para vocês como o "romance" começou.

Fim de semana de bobeira em casa, lá fui eu pra casa do meu irmão Jairo pra tocar um violão, cantar e bater papo. 

Eu já sabia que queria muito conhecê-lo, e que cedo ou tarde aconteceria, mas ainda não tinha conhecido pessoalmente. E quando cheguei vi que ele estava lá, em cima da mesa. 

Então peguei e comecei a ler. 

Foi paixão à primeira lida, eu não queria mais largar! Aquele livro me entendia! Me entendia e me explicava muitas coisas ao mesmo tempo.

Ah, tantas coisas que às vezes eu pensava nas humildes filosofias que toda noite, pouco antes de dormir, eu costumo fazer, e que tantas vezes achei que poderia estar viajando demais ao pensar naquilo pois quase ninguém enxergava igual a mim... 

Lá estavam elas, todas explicadinhas!

E, claro, tantas outras coisas que eu nem sequer havia imaginado em meus devaneios... Também estavam lá, dando sentido a praticamente toda a realidade à minha volta.

Obviamente, eu queria porque queria um só pra mim. 

E lá fui eu, toda feliz, comprar o meu livrinho.

Dois shoppings centers e três livrarias depois, estando TODOS os exemplares esgotados (e, coincidência ou não, todas com pilhas encalhadas do livro "Lula e Dilma"), na quarta tentativa finalmente consegui comprar o ÚLTIMO exemplar da loja. 

Que felicidade!!! Até a vendedora ficou toda sorridente ao perceber minha alegria (é, a alegria contagia!). E voltei saltitante para casa.

Confesso que foi difícil conseguir comprá-lo, é fato.

Mas, pra falar a verdade, a cada palavra "esgotado" que eu ouvia, meu coraçãozinho vibrava de alegria.

É claro que eu queria o meu livro, não tenham dúvida disso! Mas a cada negativa que eu recebia, eu só conseguia pensar em algo maior.

Afinal, o "esgotado" significa que existem muitos brasileiros querendo sair da ignorância, ansiando enxergar a realidade e desejando crescer intelectualmente.

E se existe alguma chance do Brasil progredir é seguindo por esse caminho, o do conhecimento, para dissipar de vez essa cortina de fumaça que encobre a visão dos brasileiros há muito tempo.

É tanto tempo, aliás, que QUASE TODOS os brasileiros estão imersos nela, por mais "estudados", "cultos" ou "bem informados" que sejam. 

São raríssimas as pessoas que realmente enxergam além dela. (só para constar: eu também NÃO era uma delas em muitas assuntos até bem pouco tempo atrás, confesso.)

E mesmo você, que está aí lendo esse post, que certamente possui algum conhecimento sobre política, que lê jornais, revistas e sites da internet para se manter informado, que estudou muito a vida toda, provavelmente é também uma vítima da cortina de fumaça, pois ela é quase inevitável: se você nasceu no Brasil, você já nasceu imerso nela. E nem tem idéia disso.

Calma, é difícil mesmo enxergar através dela por mero acaso ou conseguir atravessá-la sem uma ajudinha quando nem se tem conhecimento de que existe algo além dela. 

É essa a nossa realidade brasileira: ela não é real. E as pessoas PRECISAM saber disso para dar uma chance de futuro para esse país.

Impossível? Não, não é impossível. 

Vai levar tempo e necessita de empenho das pessoas bem intencionadas, mas a receita para atravessá-la até que é bem simples.

Por isso acho que, assim como eu, ninguém deve perder mais tempo.

Invista um dinheirinho em seu próprio crescimento e compre esse livro, vale muito a pena. Quando sobrar um dinheirinho pra fazer um agrado, ou quando alguém que você gosta fizer aniversário, compre e dê de presente. O Natal está logo aí também, é uma boa oportunidade de dar um ótimo presente a um ente querido.

Leia de cabo a rabo, releia se não entender alguma coisa, reflita a respeito do que está escrito, questione e busque mais conhecimento além do próprio livro (existem notas de rodapé feitas pelo Felipe que são ótimas para conhecer mais sobre cada assunto, tenha curiosidade de pesquisá-las).

Você vai sentir que alguns minutos depois de começar a ler, a cortina de fumaça aos poucos começará a se dissipar e você vai entender muita coisa que até então certamente nunca havia imaginado: você vai entender tudo o que está acontecendo no mundo. 

Você vai enxergar a realidade real, não a virtual. Vai ser como tomar a "pílula vermelha" da Matrix (lembram do filme?)

E é nesse momento que você não vai mais querer largá-lo.

Aí você vai ter a real dimensão do tamanho da fraude e da mentira na qual estamos atolados até o pescoço.

E vai ter certeza de que essa história de que "o gigante acordou" é a maior baboseira dos últimos tempos. 

É pura ilusão, propositadamente criada para TE ENGANAR. E apenas uma, dentre tantas outras que você descobrirá quando ler o livro.

Mas uma coisa é certa: o fato de tanta gente estar amando o "Mínimo" me faz crer que esse gigante bem que está querendo abrir os olhos...

Nota: a quem estiver se perguntando "o que ela está ganhando com isso?", a resposta é PAZ DE ESPÍRITO, por estar fazendo a minha parte para tentar melhorar o Brasil e a vida dos brasileiros. 

Não há dinheiro que pague o sono dos justos! :)

(Facebook: https://www.facebook.com/ominimoquevoceprecisasaberparanaoserumidiota)

6 de outubro de 2013

O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota

Isso não é um post. É uma propaganda. 

Propaganda de um livro que eu desejaria que todo mundo lesse. 

Propaganda gratuita e voluntária de um livro, porque é o mínimo que meu senso de responsabilidade me permite fazer, uma vez que não tenho dinheiro para comprar milhões de exemplares e distribuir por aí como se fosse uma "Bolsa-Família para o intelecto", ou seja, algo que todos os pobres (de intelecto) iam querer por ser de graça e serviria para alimentar o raciocínio, a inteligência e o senso crítico do povo carente disso (e que no Brasil seria uma multidão muito maior do que a dos milhões de parasitas que recebem o verdadeiro Bolsa-Família: seria quase a totalidade da população brasileira). 

Um livro que condensa de forma didática todos os posts (especialmente sobre política) que eu pudesse pensar em escrever aqui para tentar mostrar para as pessoas a realidade que pouquíssimos enxergam, e que além disso mostra muito, muito mais do que poderia imaginar minha vã filosofia. 

Por duas razões:

A primeira: Nos últimos dois meses (e mesmo antes de ter começado a ler o livro) aconteceu de eu ter uma epifania de realidade. Minha cabeça se abriu para TANTA coisa que eu nunca nem havia pensado na vida, por mais crítica e questionadora que eu possa ser. Foi tanta coisa, "tudo ao mesmo tempo agora" que eu achei que tinha enlouquecido de vez. 


As coisas absurdas que eu via acontecendo à minha volta  de repente tinham uma explicação muito mais ampla e clara do que eu jamais havia imaginado (ou postado a respeito aqui). Ou seja, percebi que apesar de todo o meu esforço em entender as coisas, somente há pouco tempo abriu-se uma janela de realidade muito maior do que a pequena fresta na qual eu vinha refletindo, questionando, debatendo e tentando explicar aos outros há anos. 

A segunda: Esse livro deu sentido à toda a epifania que eu tive, e me deu o alívio de saber que eu não estava louca, mas que apenas eu não sabia tanto quanto eu imaginava sobre a realidade das coisas. 

Me fez perceber que as pessoas ao meu redor, até alguns que eu considerava questionadores e com um bom senso crítico e analítico da situação (e me incluindo nessa turma) não sabemos de quase nada. 

Que 99,9% dos brasileiros vive na mais total e completa escuridão em relação ao que é a realidade do Brasil e do mundo, e nem se dão ao trabalho de parar pra pensar nisso.

Por tudo isso, essas palavras que escrevo aqui  agora são apenas uma propaganda, e não um post sobre os assuntos do livro. 

Ele se resume em si próprio. 

É um livro para fazer as pessoas refletirem, e saírem da escuridão intelectual que as rodeia e as influencia diariamente sem que estas ao menos tenham se dado conta disso. 

É isso. 

Comprem, leiam, divulguem e sigam no Facebook: 

É o mínimo que vocês podem fazer para começar a mudar seu modo de pensar.

20 de julho de 2009

Coisas de Australia, coisas de menina...

Bom, pra quem nao sabe ainda, mudei de casa. De novo. Pois e, o primo voltou do Brasil (de novo) e resolvemos alugar um ape, ja tava na hora de dividirmos um espaco so nosso, sem ter que depender da casa de ninguem.

Enfim, comecei a pesquisar os apes disponiveis com boa localizacao para ambos, perto das respectivas escolas e trabalhos. Achei um bem legal na city, aberto para inspecao.

No entanto rolou uma certa inseguranca a principio, ja que todo mundo sabe que no Brasil para se alugar um imovel ou para qualquer outra coisa que se queira fazer e necessario providenciar RG, CPF, carteira de motorista, comprovante de renda, comprovante de residencia, atestado de antecedentes criminais, triglicerides, arvore genealogica da familia, teste de HIV, DNA, certidao de nascimento do bisavo, atestado de obito (para se certificarem de que voce nao vai morrer antes do contrato de aluguel vencer), e por ai vai...

Como marinheiros de primeira viagem em alugar um imovel por aqui estavamos super preocupados com todos os requisitos necessarios para conseguirmos alguma coisa. Claro, porque no quesito burocracia (e no quesito pilantragem tambem, diga-se de passagem) o Brasil tem uma vantagem absurda, e logico que tinhamos isso em mente: onde vamos arrumar tanto documento comprobatorio de tudo que e coisa, sendo apenas dois estudantes com empregos nao registrados? Mesmo assim fomos dar uma espiada no apartamento.

O preco tava acessivel, a localizacao perfeita, o tamanho ideal, tudo lindo. Resolvemos aplicar para o aluguel, e que fosse o que Deus quisesse.

Pedimos a agente da imobiliaria um formulario para registrarmos o interesse no apartamento, que nada mais era que uma folha de sulfite impressa em preto e branco, sem muitas coisas pra preencher (qual era o apartamento de interesse, alguns dados pessoais como nome e telefone, dois telefones de referencia, ocupacao e endereco atual). E logico, uma lista de documentos...

Quando vimos a lista logo pensamos: ferrou, nao temos nada disso, alem do passaporte! Mesmo assim arriscamos.
E nao e que no final do dia a agente liga dizendo que o cadastro tinha sido aprovado? Ficamos felizes da vida, porque tanta gente tinha me falado que aqui era dificil alugar um imovel, que era concorrido, que precisava de um monte de coisas e tal... Bom, pelo visto nunca viveram no Brasil.

Pois bem, conseguimos o ape. Pagamos o aluguel e na mesma hora saimos da imobiliaria com a chave. Mudamos na mesma tarde. Sem enrolacao. Sem picaretagem. Sem burocracia. Coisas de Australia...

Bom, trouxemos nossas coisas pro ape. Novinho, todo lindinho, mas totalmente vazio!
Bem, tem armario embutido no quarto, fogao e lava loucas na cozinha, e uma especie de rack na sala, mas nao temos nenhum movel ou eletrodomestico, exceto os colchoes.
Mas ja estava fazendo meus planos e lancando as ideias pro primo de querer tudo bonitinho, arrumado e cheio de coisinhas legais, um lar aconchegante pra curtirmos e um ambiente legal pra receber os amigos, tipo brincando com a minha "casinha de bonecas" mesmo.

Assim, sabado passado fui no Ikea (uma mega loja de moveis e utilidades domesticas) comprar algumas coisas para aos poucos ir criando o ambiente legal que eu tinha em mente.

Quando o primo voltou pra casa fui comunicar toda feliz as novas aquisicoes para a casa. Segue o dialogo:
- Primo, fui no Ikea comprar umas coisinhas para o ape.
- Puxa, que legal! O que voce comprou?
- Ah, por enquanto so mesmo o essencial: Pratos, copos, talheres, algumas panelas e velas aromatizadas de baunilha e frutas vermelhas.
- VELAS AROMATIZADAS??? (chuva de risadas). Super essencial mesmo!!!
- Sou menina, ne? Pra mim e essencial!
- (Outra chuva de risadas). Essa mulherada e fogo... Mas bem que o ape ta cheirosinho!

Maior sacanagem: curtiu o cheirinho bom do ape mas tirou o maior sarro das minhas velinhas! Homem nao entende nada mesmo dessas coisas de menina...

27 de agosto de 2008

As mulheres de Libra

Encontrei esse texto hoje no meio dos arquivos do meu computador. E acreditem em horóscopo ou não, eis-me aqui... Divirtam-se!


Se você gosta de mulheres que adoram conversar sobre qualquer assunto, e parecem nunca saber a hora de parar de falar, então acaba de encontrar a outra metade da laranja!

Mas, ao contrário de imaginar que passar horas ao seu lado conversando sobre os mais variados assuntos pode ser uma chatice, vai acabar ficando encantado. Ela vai dar aquele sorriso insuportavelmente delicioso a cada três frases que disser, e você vai sentir o quão maravilhosa ela pode ser. Esta mulher parece brilhar quando faz aquilo que mais gosta: discutir um assunto!

A libriana é feita de bondade, delicadeza, justiça, amizade, teimosia e indecisão.

Apesar de muito feminina, possui um traço masculino que, volta e meia, costuma cobrir o lado feminino. A libriana pode surpreender quando resolve arregaçar as mangas para fazer um trabalho estritamente masculino. Ela vai se sentir como se estivesse em casa se tiver que dirigir um caminhão ou laçar um touro selvagem. Mas em nenhum momento ela perde sua feminilidade. Antes de pegar o machado para derrubar uma árvore, ela vai passar o batom, arrumar o cabelo e borrifar um pouco de perfume que é para deixá-la mais à vontade.

A mulher de Libra é altamente intelectual e possui um grande poder de análise, que pode ser muito útil para resolver os problemas dos negócios do parceiro. Raramente ela deixará que as emoções a impeçam de tomar uma decisão desapaixonada ou de fazer um julgamento equilibrado.

Seu temperamento foi feito para o trabalho em equipe. Ela quer participar do maior numero possível de decisões que o parceiro tomar. Deseja fazer tudo a favor do parceiro e é mulher suficiente para segui-lo quando ele desejar mudar de profissão, país ou fazer novas amizades. Ela adora estar cercada por pessoas e sente-se no paraíso quando pode reunir uma multidão de amigos para uma festa, onde vai passar horas dançando e se divertindo como poucos.

Poucas são as librianas que sofrem de depressão ou tem problemas crônicos de saúde. O segredo de sua vitalidade está em seu temperamento racional, pacífico e a repulsa que tem a impaciência. Pessoas impacientes e desesperadas costumam causar um mal estar na libriana, que podem tirá-la do sério. Mas a maioria vai simplesmente preferir manter-se a longas distâncias de pessoas nervosas e impacientes. São poucas as mulheres de Libra que tem amizades com gente estressada. Elas até podem ser colegas, dizer um "bom dia" no ponto de ônibus, mas jamais farão um esforço para convidar esta pessoa para freqüentar sua casa.

A mulher de libra detesta a confusão, e normalmente precisa da harmonia para manter a estabilidade emocional.

Ela costuma ser dominadora, do tipo que gosta que todos estejam ao seu lado e façam o que quer. Porém a libriana nunca vai forçar ninguém a obedecê-la. Sua mão de ferro sempre estará calçada em uma luva de veludo, sua vontade e seu egoísmo sempre estarão acompanhados por sua delicadeza, educação e o mesmo sorriso encantador de sempre. É assim que normalmente ela costuma conseguir o que quer: fazendo com que as pessoas pensem que foram elas que escolheram ser suas prisioneiras por livre e espontânea vontade. Ela tem um jeito tão educado de impor suas vontades, que a gente fica até sem jeito de dizer "NÃO".

Normalmente elas tem uma sinceridade que pode deixar qualquer um sem jeito diante de suas afirmações ou comentários. Se você é do tipo que gosta que as pessoas finjam não ver os seus defeitos, evite pedir opiniões a libriana, pois ela nunca esconde o que pensa. Afinal, se pediu sua opinião deve estar preparado para ouvir a verdade, não é?

Ela costuma ser direta sem fazer rodeios, mesmo que isto provoque alguns maus entendidos, mas nunca é grosseira ou deselegante. Tem gente que acha que a libriana faz isto por maldade, mas não é. Ela faz por pura inocência e pelo amor que tem pela verdade.

Ela detesta ferir os sentimentos de quem quer que seja. Detesta dizer "não" e a idéia de ser injusta pode deixá-la doente.

Sensual, a librana esbanja charme por onde passa. Mas também é extremamente romântica, e considera a solidão o pior dos males. Para ela, a opinião do próximo é muito importante e uma resposta negativa pode lhe parecer uma verdadeira ofensa. A libriana aprecia o belo e tem muito bom gosto.

A coisa que mais irrita uma libriana é a vulgaridade. Requintada, ela gosta de ser seduzida com muita classe e sempre dentro das normas tradicionais de etiqueta.

O companheiro sempre virá em primeiro lugar no coração da libriana, pois o amor ocupa um lugar muito especial na vida dela. De qualquer maneira que se apresente - ardente, romântico, fugaz - ele receberá toda a atenção e será vivido com carinho. Em certos relacionamentos evita grandes responsabilidades, mas nunca deixa de amar o parceiro.

Quem se apaixonar pela libriana pode esperar um relacionamento em que a solidariedade e o afeto prevaleçam, bem como o respeito pelos interesses e aptidões do outro.

Música do dia: Zodiacs (Roberta Kelly)

8 de julho de 2008

Maternidade

Ser mãe, o sonho de 
toda mulher! 

Quantas vezes já ouvimos essa frase? E tenho que admitir que se pensarmos estatisticamente ela pode ser considerada bem verdadeira, já que realmente atinge a grande maioria das mulheres. Mas e as exceções? É exatamente sobre elas que vou falar.

Todo mundo vive falando de preconceito. Que os negros são as maiores vítimas de preconceito, que os gays são as maiores vítimas de preconceito. Um ateu que eu conheço (que na minha opinião não é ateu coisa nenhuma, e eu já falei isso pra ele) diz que o maior preconceito que existe é contra os ateus. Tudo balela!!! O maior preconceito que existe é em relação a uma mulher que diz que não gostaria de ser mãe.

Eu sou uma delas. E percebo a cara que as pessoas me olham quando eu digo isso, que não pretendo ser mãe.

Quando falo a esse respeito me olham como se eu fosse um monstro, uma pessoa malvada e ruim, desumana e insensível, aquela que detesta criança. E posso afirmar com absoluta certeza e com todas as letras que não sou nada disso.

Adoro crianças! Tenho um monte de sobrinhos de diversas idades, de bebê a adulto, e me divirto demais com todos eles, morro de saudades, adoro a companhia deles, brinco, cuido, faço carinho, cafuné, massagem, milhões de beijos, dou minhas coisas pra fuçarem, dou atenção e amor, ensino coisas, assisto desenho junto, tudo o que temos direito, e amo muito tudo isso! Com certeza não é por não gostar de crianças que não quero ser mãe.

Insensível? Quem me conhece de verdade sabe exatamente como eu sou. Posso às vezes ser casca grossa, principalmente quando estou irritada, mas isso acontece exatamente por ser sensível demais a todo tipo de emoção. Tenho um lado emocional muito intenso, todos os meus sentimentos estão sempre à flor da pele, sejam de amor, de raiva, de paixão, de tristeza, de dó, de alegria, de carinho e de amizade, é tudo sempre intenso e para mim é realmente difícil disfarçar qual o sentimento está me dominando no momento, tanto que todo mundo percebe só de olhar no meu rosto. Portanto, não é por ser insensível que não quero ser mãe.

Vou explicar meus porquês, e são apenas dois os motivos pelos quais não tenho intenção de ser mãe.

Em primeiro lugar porque acredito que assim como qualquer outra coisa que se queira fazer bem feita na vida, é necessária a vocação para tal. E eu sinceramente acredito que não tenho. Como tia acho que consigo cumprir bem a função, mas tia é como uma mãe que tirou férias, é diferente. Sou muito atrapalhada, estabanada e dorminhoca, três adjetivos que em nada combinam com a arte de ser mãe (sim, pois na minha opinião é uma arte, e precisa ter muito talento para desempenhá-la bem). Dizem que depois que você tem filho esses adjetivos desaparecem, mas prefiro não arriscar ser uma péssima mãe para uma inocente criancinha a tentar provar que a teoria funciona na prática, usando o meu bebê como cobaia...

Em segundo lugar porque acho que o mundo tá indo de mal a pior, muita maldade e muita mentira, chegando quase no ponto de "proibido para menores", se é que me entendem...

São dois simples motivos que tenho na minha consciência para não querer ter filhos. Pouco me importa se concordam ou não com os meus porquês, mas eu ficaria satisfeita apenas pelo fato de não ser julgada mal pela minha opção, isso honestamente não faz de mim mais ou menos mulher, nem uma mulher melhor ou pior.

Mesmo porque o que realmente importa é que admiro muito todas as mulheres que se dedicam a ser mães: é o ato de amor e de doação mais lindo que existe, a gestação é definida como algo maravilhoso e gratificante (pergunte a qualquer mulher que é mãe que ela responderá isso) e é imprescindível que continuem existindo essas maravilhosas mulheres heroínas com vocação materna para gerarem e criarem seres humanos inteligentes, talentosos e magníficos que saibam coexistir em paz e amor uns com os outros, respeitando os animais e a Natureza para, quem sabe, termos um futuro melhor para as pessoas e para o planeta.

Mas e se eu for uma dessas maravilhosas mulheres heroínas com vocação materna e estou achando que não sou?

Só Deus sabe isso. E se esse for o meu destino algum dia eu mudo de idéia...

Quero dedicar esse post às queridas amigas Karina (a mais nova supermãe), Cris Tomi e Tita Márcia (as futuras supermães). Adoro vocês, parabéns pelos bebês!!!

Música do dia: O meu guri (Chico Buarque). Retrata bem o amor cego e incondicional de uma mãe pelo seu rebento...

7 de julho de 2008

O chato

Em homenagem a um cliente especial que tive que atender hoje deixo aqui um diálogo divertido que tive com minha chefe logo após o escândalo que o mesmo provocou esta tarde:

Minha chefe: - Nossa, Mi, alguém precisa avisar ele!

Eu: - Avisar ele do que?

Minha chefe: - Que ele tem que escolher: ou ele é chato ou ele é feio, porque as duas coisas ele não pode ser ao mesmo tempo não!!!

Minha chefe é mesmo ótima... Um beijo pra ela! :-)

Música do dia: O chato (Oswaldo Montenegro)

24 de junho de 2008

Apelidos

Nossa, que saudade do meu blog! Depois de 20 dias sem fumar, 20 dias depois das férias e praticamente 20 dias sem pique pra escrever estou de volta...
 

E voltando hoje para casa pensei em escrever a respeito dos apelidos e adjetivos que damos ou recebemos das pessoas.
 
Eu estava no trânsito hoje quando um babaca me fechou. Ele estava totalmente errado, quase passou por cima da guia e me cortou pela direita! Imediatamente soltei meu mais novo adjetivo-apelido, aquele que tenho dado às pessoas babacas e sem noção que vivem fazendo besteira por aí: Zé Ruela.
 
Bom, de onde surgiu o Zé Ruela eu não tenho a menor idéia, adotei por ter ouvido meu irmão falar e achei engraçado. Tá certo que se levarmos em consideração o histórico do meu irmão para colocar apelido nas pessoas pode-se até suspeitar que isso foi invenção dele mesmo, mas com certeza deve ter sido um apelido inventado em algum tempo remoto por algum cara debochado em homenagem ao seu amigo babacão.

E é bem com esse significado que uso o Zé Ruela: pessoa babaca, o que se acha malandro mas é o pateta, o vacilão (figurinha muito comum hoje em dia, onde quer que você esteja).

Tem também um outro adjetivo-apelido, que tenho usado muitíssimo nos últimos tempos, tamanha a frequência de ocorrências que tenho visto no comportamento dos homens em relação às mulheres nos dias de hoje. O contrário também acontece, mas vou usar o exemplo carinha "inho"/mulherão (mas que vale também para a garota "inha"/homão) porque é o que parece acontecer com mais frequência, mesmo porque homão de verdade dando mole hoje em dia tá mais raro que mosca branca.

Mas vamos lá: Pense em um carinha bonitinho, charmosinho, legalzinho, totalmente "inho", bem do normalzinho. Agora pense numa mulher linda, inteligente, divertida, independente e descolada. Por alguma razão que nem Freud explica, essa mulher se interessa pelo carinha. Ao invés de aproveitar essa bênção provinda de alguma promessa pra arrumar mulher que ele deve ter feito pra Santo Antônio há uns mil anos atrás (e que só ele não percebeu que acabou de ser atendido), o fulano reage da seguinte maneira:

1) Fica com medo e foge
2) Fica mudo e acaba deixando a moça sem graça e sem saber o que fazer pra tentar estabelecer um bate papo com aquele ser que de repente ficou oco de assunto.
3) Olha pra aquele mulherão que por milagre se interessou por ele e fica se achando, imaginando que está com a bola toda (quando na verdade ela é quem deve ter tido um surto psiquiátrico) e acaba dando uma de gostoso esnobe.

Esse adjetivo-apelido eu agradeço a uma amiga por ter me apresentado, pois já ouvi vários adjetivos usados para descrever o cara que age assim com uma mulher, mas nenhum parece se encaixar tão bem e ser tão engraçado ao mesmo tempo. Deve ser simplesmente pela sonoridade da palavra, já que ela é apenas o nome do inofensivo peixe voador que aparece na fotinho desse post e aparentemente não tem nada a ver com o significado com que eu a uso, mas apenas ela consegue sustentar a força do adjetivo e o desejo de expressar, em uma só palavra, o fulano que age como qualquer uma das três situações acima citadas: o cara é COIÓ! E se além disso ele for daqueles que pegam o carro e saem a milhão ouvindo um funk carioca ou putz-putz no último volume, ele consegue o bônus: além de COIÓ é ZÉ RUELA também!

Tá certo que esses são alguns adjetivos-apelidos genéricos que eu uso no dia-a-dia, mas existem alguns apelidos mais pessoais que acabam realmente incorporando ao nome da pessoa, ou até substituindo-o!

E como já comentei lá em cima, vou usar meu irmão como inspiração, pois esse tem o dom de dar apelidos às pessoas. Por exemplo:

Rani - o nome de sua esposa (é isso mesmo, era pra ser "Honey", mas o nome se fundiu tanto que virou Rani na forma escrita, e ambos chegam a se chamar mutuamente de "Rã" apenas)

Babalu - minha irmã morena, de olhos castanhos e cabelos lisos que ele cismou ser parecida com a personagem de Letícia Spiller numa antiga novela, e a apelidou com o mesmo nome da personagem (reparem que a Letícia Spiller é loira de olhos verdes, igualzinha à minha irmã)

Hanoy - cunhado marido da Babalu

Jislow - minha outra irmã. Nesse caso ele fez uma fusão do apelido em função da abreviação do próprio nome dela (Ji) com um gremlin (Gizmo), porque uma vez ela resolveu imitar o tal Gremlin cantando. E o "w" do final foi por conta própria, acho que pra dar um charme...

Mister - cunhado marido da Jislow

Rosicler - cunhada esposa do "Çeusso"

Miréia - Essa que vos escreve. Além desse, ele (juntamente com o outro irmão "Çeusso") já me deram um milhão de apelidos: Milene Rás, Everest (e a saga do cabelo continua), Mimimi Telesena (em referência ao primo It da Família Adams, ou seja, a mesma crítica ao meu cabelo como no apelido anterior, acrescido à minha vontade de comprar uma telesena quando criança), entre tantos outros.

Derino Carioca - esse é um auto-apelido, que ele negou até a morte quando descoberto e sacaneado pelos outros irmãos, por conta da assinatura de uma cartinha de amor infantil com o tal "pseudônimo".

Meu irmão tem mesmo uma imaginação bem fértil para apelidos. Mas tenho alguns amigos e conhecidos que também têm apelidos bem interessantes: Marmita, Zé do Bote, Bigorna, Lêndia, Zanza, Fofucho, Bambam, Krekré (que também vive dando apelidos para os outros, como Cabelo, Toddynho (eu de novo), Coco, Loiro, Banana), Frango, Pinguim, Cabeça, Pitú, Clish, Lemon, Popov, Jacaré, Kiwi, Botucatu, Cris Joelho, Pai, Dejota, Tempero, Fandangos, Bete Puff, Zita, entre outros.

E num post falando de apelidos eu não poderia deixar de citar a família Reis Caldeira ultra criativa nesse quesito. Porque afinal de contas são tantos os apelidos que de alguns parentes ninguém nem sabe o nome!

Eis alguns deles: Toco (um tio e uma prima), Déda, Filhinha, Sando, Luis Barqueiro, Ezezo, Côca, Didia, Tatana, Idé, Bié, Vina (ou Gracinha) e Seu Biltes (meus pais), Zaé, Chio, Dodô, Tudi, Cuca, Bolão, Pepe, Figonha, Marga, Mica, Didi, Vicoto, e por aí vai...

O fato é que um apelido é uma nova identificação que se cria para a pessoa. Podem ser carinhosos, apenas o diminutivo do nome ou a abreviação, ou denotar alguma característica própria do indivíduo.
Mas sempre têm, lá no fundo que seja, algum significado bem verdadeiro, que em alguns casos podem até ser traumatizantes ao apelidado.

Portanto, pra finalizar, e por eu ser muito boazinha, vou deixar uma dica super especial para quem ler esse post: seja inteligente o suficiente pra não ganhar o apelido de "Zé Ruela, o Coió".

Porque se esse apelido pegar porque tem a ver com você, pode ter certeza de que isso vai queimar bem feio o seu filme...

Música do dia: Televisão (Titãs). Em homenagem ao meu pai e seu outro apelido "Ô Cride, fala pra mãe!"